Talvez as pessoas não sentem o que é estar na minha situação. Podem perceber, porque todos somos solidários, uns com os outros, mas podem não sentir. E isto, que cá trago, no peito, é bem português, é bem meu, é bem sentimento e mais nada!
Podemos ter tido uma maneira engraçada de nos conhecer, tu no primeiro ano, eu no terceiro, conversando nos intervalos, tu levando apalpões, tu como todas as miúdas com quem falava na escola. Poderás ter ouvido falar na minha fama de
garanhão, apesar de nunca me teres visto com nenhuma rapariga ou
parceira temporária. Talvez, por isso, e por estares com medo de te magoares, foste adiando, rejeitando fazer-me companhias a castings, deixando-me quando era hora de entrar para a sala. E eu, não digo que estivesse apaixonado por ti, porque o amor não surge assim do nada (pelo menos comigo), fui privado de te conhecer mais a fundo, e não foi por causa disso que fui atrás de ti, lutando mais arduamente. No entanto, também não deixei de falar contigo...
Foi com alguma pena que tivéssemos dado o primeiro beijo na noite da estréia de
A Cozinha, mas foi muito bom que tivesses dado o passo em frente, em direcção aos meus lábios. Namorámos durante o espectáculo sabendo, eu e tu, que apenas dois dias depois do final da PAP, eu apanharia o avião para o Reino Unido. Fomo-nos conhecendo pouco a pouco, durante essa semana e meia e fomo-nos apaixonando... Até hoje! Vim para cá, onde estou e consegui com que me viesses ver. Depois, consegui ir aí, dar-te beijinhos durante dois dias.
Isto é o que nós e as pessoas sabem. O que as pessoas não sabem, não sentem, é aquilo que me faz andar por cá. Andar por Inglaterra, sem família, sem amigos, a lutar para sobreviver, quando podia estar aí a teu lado.
Não sabem o "Se ele a ama, porque é que não vem viver com ela? Era o que eu faria..." Eles não sabem a cor dos teus olhos, quando acordas. Eles não sabem, que tu és das poucas pessoas que não precisa de maquilhagem. Eles não sabem dos teus atributos físicos desnudos. Não sabem como te ris envergonhada, debaixo dos lençóis. Não sabem o prazer que tu dás a um homem, quando estás apaixonada. Não sabem que me mandas mensagens todos os dias, gastando rios de saldo para Inglaterra. Não sabem que já choraste por mim. Não sabem que eu já chorei por ti. Não sabem como dói estar longe. Podem até saber, mas não sentem... não sentem como nós.
Eu vim para cá, para melhorar a minha formação, o meu talento, a minha profissão. Vim para cá, investindo no futuro. Não hesitei em vir, por mais que me tivesse perguntado (e ainda me pergunto), porque isto que eu sinto não é pequeno. Eu amo-te como só se ama uma vez na vida. E sei que estarás aí, mesmo que seja só como amiga, tu e amigos como o Tony, o Barroso, o Cris, o pessoal da minha turma, quando eu voltar daqui a uns anos. Eu vim para cá, porque quero ser melhor, quero crescer, para te dar e surpreender com tudo o que conseguirei tirar da vida. Vim para cá, para me tornar grande. De tal maneira grande, que todas quererão ser tu. E eu sei que não preciso de crescer mais para te dar o que queres, e isso é outra coisa que as pessoas não podem sentir.
Ninguém sabe como nós tudo o que nós passámos. Da mesma maneira que eu não sei o teu passado, por não ter estado lá. Devo confessar, que ainda vou no mês de Abril do teu blog e estou ainda mais apaixonado por ti. Tens textos lindos, sobre o teu ex, a maneira como gostavas dele e como ele gostava de ti, tu a cresceres calçando os sapatos da tua mãe, a tua groselha, a tua irmã gémea que nunca tiveste, a tua solidão, o teu Mundo que tantas vezes abriste e partilhaste naquelas páginas de internet.
Ninguém percebe que a música que tenho neste blog é por tua causa.
As pessoas continuarão a ver as tuas olheiras, os teus peitos reduzidos, o teu cabelo selvagem, e o teu sapato 39. Eu vejo isso tudo, e não mudaria nada. Absolutamente nada.
Porque é assim que te amo, e é assim que te quero enquanto me amares.
Isto tudo já foi dito, isto e muito mais, por outras palavras. A única razão porque escrevo isto aqui, neste sítio, onde todos podem ler, é porque não quero que as pessoas saibam o que eu sinto por ti; eu quero que elas
SINTAM!Sem rodeios, eu
amo-te!